Rápido! olhe na sua janela!!
Verás flores flor primavera
Não se esconda nas entrelinhas
Sei que sua vontade é a minha
Não se esconda onde eu te vejo
O teu corpo me traz desejo
Me aquece a boca
Me acciona o nervo
Não poda tua vida primavera
Que por mais que fosse bela
Belo brilho a me encantar
Vivera sempre na janela
Caule talo flor murchar
Se saísse pela porta
Me encontraria do lado de fora
Esperando, primavera
Tua primeira flor brotar
E em teus olhos ver a vida
Que aos meu olhos eu vi passa
As intenções são sempre bem claras
Vivo a vida na madrugada
A noite me consola o brilhante luar
O convite está feito
Lhe tiro desse espelho
E comigo vem morar...
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
SOBE PELO TETO
PORQUE EU PEÇO POUCO EXIGINDO MUITO
NÃO ME PERCO NO SEU MUNDO
NÃO SOU ISSO TUDO
EU EXIJO O QUE QUERO
QUERO TEU BEIJO MAIS DE PERTO
NO SILENCIO DO DESERTO
OU NO SEMITERIO
QUERO TEU BEIJO NA MINHA BOCA
TE DEIXANDO LOUCA
QUERO SUA MÃO NA MINHA COXA
APERTANDO TODA
QUERO SEU TOQUE MAIS SUAVE
DE MULHER AGRESTE
QUANDO SE RETA AINDA ME BATE
ME CHAMA DE PESTE
PORQUE EU PEÇO POUCO EXIGINDO MUITO
EU NÃO QUERO O SEU PASSADO SOU O SEU FUTURO
SE APROXIMA VEM PRA PERTO
NAO ME DEIXA QUETO
DEIXA O FOGO TE QUEIMANDO
SOBE PELO TETO
NÃO ME PERCO NO SEU MUNDO
NÃO SOU ISSO TUDO
EU EXIJO O QUE QUERO
QUERO TEU BEIJO MAIS DE PERTO
NO SILENCIO DO DESERTO
OU NO SEMITERIO
QUERO TEU BEIJO NA MINHA BOCA
TE DEIXANDO LOUCA
QUERO SUA MÃO NA MINHA COXA
APERTANDO TODA
QUERO SEU TOQUE MAIS SUAVE
DE MULHER AGRESTE
QUANDO SE RETA AINDA ME BATE
ME CHAMA DE PESTE
PORQUE EU PEÇO POUCO EXIGINDO MUITO
EU NÃO QUERO O SEU PASSADO SOU O SEU FUTURO
SE APROXIMA VEM PRA PERTO
NAO ME DEIXA QUETO
DEIXA O FOGO TE QUEIMANDO
SOBE PELO TETO
SÓ NÃO SOME DA MINHA VIDA
QUE ELA VIRA INVERNO
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
POR...
por que a cada segundo eu te amo mais?
pelo seu jeito de ser e pelo seu ser
pelos seus detalhes e pelos seus dengos
pelos beijos em seus olhos e seus olhos em meus olhos
por me fazer ver o mundo da sua maneira
por me fazer ver um mundo melhor
por me fazer sorrir quando penso em você
por me fazer querer ficar na cama mais um pouquinho
pra ver se sonho mais com você
por me fazer querer planejar um futuro
por me fazer ser mais responsável
por me dar um objetivo
(de te fazer feliz)
por me fazer viver tantas coisas boas
e ter a imensa vontade de viver muito mais
por querer te encher de beijos
por encher você de beijos
por sentir que ser duradouro não é sinonimo de ser chato
por não considerar a opinião dos mais velhos quando pergunto:
- você se casaria de novo?... (perdoai-os senhor, eles não sabem o que dizem)
por coisas tão simples mas que nos fazem felizes
por você gostar do meu carro velho (há controversas...)
por não ter vergonha de andar nele (hum rummmmmm)
por ter o abraço mais gostoso do mundo
por você ter nascido
por você ter corrido na chuva
por tanto "por" que por é pouco para por meu amor aqui
por simplesmente não saber porque te amo
e espero nunca saber... pra viver pra sempre
te amando.
pelo seu jeito de ser e pelo seu ser
pelos seus detalhes e pelos seus dengos
pelos beijos em seus olhos e seus olhos em meus olhos
por me fazer ver o mundo da sua maneira
por me fazer ver um mundo melhor
por me fazer sorrir quando penso em você
por me fazer querer ficar na cama mais um pouquinho
pra ver se sonho mais com você
por me fazer querer planejar um futuro
por me fazer ser mais responsável
por me dar um objetivo
(de te fazer feliz)
por me fazer viver tantas coisas boas
e ter a imensa vontade de viver muito mais
por querer te encher de beijos
por encher você de beijos
por sentir que ser duradouro não é sinonimo de ser chato
por não considerar a opinião dos mais velhos quando pergunto:
- você se casaria de novo?... (perdoai-os senhor, eles não sabem o que dizem)
por coisas tão simples mas que nos fazem felizes
por você gostar do meu carro velho (há controversas...)
por não ter vergonha de andar nele (hum rummmmmm)
por ter o abraço mais gostoso do mundo
por você ter nascido
por você ter corrido na chuva
por tanto "por" que por é pouco para por meu amor aqui
por simplesmente não saber porque te amo
e espero nunca saber... pra viver pra sempre
te amando.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Dorminhoco
Preguiça de acordar
Estica perna
Estica braço
Sem coragem de levantar
Coberta quente
Perna dormente
Som de chuva
Meu deus isso é tortura
Celular desperta
Solução!
Soneca
Que eca, levantar as pressas
Chão gelado
Pé descalço
Quem pisa?
Vira pro lado
Celular toca
Ta na hora
Fecha a porta
Que eu vou me trocar
Levantar tão cedo
Dá aquele desespero
Uma preguiça de acordar
Estica perna
Estica braço
Sem coragem de levantar
Coberta quente
Perna dormente
Som de chuva
Meu deus isso é tortura
Celular desperta
Solução!
Soneca
Que eca, levantar as pressas
Chão gelado
Pé descalço
Quem pisa?
Vira pro lado
Celular toca
Ta na hora
Fecha a porta
Que eu vou me trocar
Levantar tão cedo
Dá aquele desespero
Uma preguiça de acordar
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
A flor Murchou
Em tempos de filosofia
Casa-se flor
Casa-se tupia
Em tempos de poesia
Mata-se amor
Mata-se alegria
Festa do verde
Mato queimado
Queima-se a flor
Arranca-se o estampado
Abreolhos flor de lótus
Que tua beleza não vai durar
Se abrires como a tuas pernas
O mundo inteiro poderá enxergar
Morre-se flor
Morre-se amor
A música mais bela que ninguém cantou
E lá no canto ainda escondido
Canto eu? Lírico? Passarinho
Vendo flor queimar e murchar
Era bela poesia
Da flor que um dia nascia
Do perfume que trazia no olhar
Era pouca a imprudência
Pra não ver em seu ato a demência
De flor bela deixar secar
Morre flor morre passarinho
Coitado
Criado num ninho
Nunca vai aprender a voar
Por besta ou esperto
Apaixonou-se pela flor
Que sofreu ao ver murchar
Passarinho arruma teu ninho
Deita e fica quietinho
Só espera a vida passar
Pois não adianta brilhar primavera
Pois a vida é perversa
E vira na hora certa
Pelo puro prazer de te machucar
Fica calado em teu canto
Que do teu canto escorre o pranto
De que ama sem saber o que é amar
Passarinho morre em teu ninho
Vendo a flor, primavera e espinho
Que decidir não quer dizer acertar
Morre-se flor
Morre-se amor
A vida nem sempre é tão bela
Passarinho na sua janela
Beija-flor nem despertou
O interesse do seu amor
Chegada sua hora passarinho
Enterra tua vida em um pergaminho
Conta tua historia
Escreve a tua hora
Em fim, morre e vai embora
Nem flor nem amor
Passarinho que passou
Voou e se aquietou,
Bem longe do seu amor
Casa-se flor
Casa-se tupia
Em tempos de poesia
Mata-se amor
Mata-se alegria
Festa do verde
Mato queimado
Queima-se a flor
Arranca-se o estampado
Abreolhos flor de lótus
Que tua beleza não vai durar
Se abrires como a tuas pernas
O mundo inteiro poderá enxergar
Morre-se flor
Morre-se amor
A música mais bela que ninguém cantou
E lá no canto ainda escondido
Canto eu? Lírico? Passarinho
Vendo flor queimar e murchar
Era bela poesia
Da flor que um dia nascia
Do perfume que trazia no olhar
Era pouca a imprudência
Pra não ver em seu ato a demência
De flor bela deixar secar
Morre flor morre passarinho
Coitado
Criado num ninho
Nunca vai aprender a voar
Por besta ou esperto
Apaixonou-se pela flor
Que sofreu ao ver murchar
Passarinho arruma teu ninho
Deita e fica quietinho
Só espera a vida passar
Pois não adianta brilhar primavera
Pois a vida é perversa
E vira na hora certa
Pelo puro prazer de te machucar
Fica calado em teu canto
Que do teu canto escorre o pranto
De que ama sem saber o que é amar
Passarinho morre em teu ninho
Vendo a flor, primavera e espinho
Que decidir não quer dizer acertar
Morre-se flor
Morre-se amor
A vida nem sempre é tão bela
Passarinho na sua janela
Beija-flor nem despertou
O interesse do seu amor
Chegada sua hora passarinho
Enterra tua vida em um pergaminho
Conta tua historia
Escreve a tua hora
Em fim, morre e vai embora
Nem flor nem amor
Passarinho que passou
Voou e se aquietou,
Bem longe do seu amor
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Brilho no olhar
Se em teus olhos não vejo não vejo luz
Não brilho
Se tua boca não me seduz
Desisto
Os seus abraços ainda são quentes
Sua companhia é muito presente
Ainda pergunto: o que pretendes?
Você já foi o meu melhor presente
Não se assuste com minhas revoltas
Já me foi dito que o mundo da voltas
Minha vida segue sempre meio torta
Há varias portas
Mas para abrir umas
Fecham-se outras
Hoje estou fechado
Mas não trancado
Há quem ainda tenha força
Pé na porta
Derruba e mostra
Que pode me seguir
Se segurar minha mão com força
Seguiremos juntos até o fim
Mas se você não quiser
Desista de mim
Não brilho
Se tua boca não me seduz
Desisto
Os seus abraços ainda são quentes
Sua companhia é muito presente
Ainda pergunto: o que pretendes?
Você já foi o meu melhor presente
Não se assuste com minhas revoltas
Já me foi dito que o mundo da voltas
Minha vida segue sempre meio torta
Há varias portas
Mas para abrir umas
Fecham-se outras
Hoje estou fechado
Mas não trancado
Há quem ainda tenha força
Pé na porta
Derruba e mostra
Que pode me seguir
Se segurar minha mão com força
Seguiremos juntos até o fim
Mas se você não quiser
Desista de mim
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Como Tatuagem
Como tatuagem me marco em teu corpo
Impresso em teu peito
Quente calor do desejo
Me sufoca em suas pernas
Me prende em suas mãos
Me aperta com força em sua direção
Como tatuagem me deixa marcado
Impresso em teu peito
Estampado
Me arranca a carne com as unhas
Enquanto arfa em meu pescoço
Minhas mãos delineando o seu corpo
Me sobe o fogo
Suor escorrega
Segura nas pernas
Mão cheia a te acariciar
Meche a cintura
De forma que beira a loucura
Esfrega o corpo
Como se um fosse o do outro
Me deixa louco
Impresso em teu peito
Quente calor do desejo
Me sufoca em suas pernas
Me prende em suas mãos
Me aperta com força em sua direção
Como tatuagem me deixa marcado
Impresso em teu peito
Estampado
Me arranca a carne com as unhas
Enquanto arfa em meu pescoço
Minhas mãos delineando o seu corpo
Me sobe o fogo
Suor escorrega
Segura nas pernas
Mão cheia a te acariciar
Meche a cintura
De forma que beira a loucura
Esfrega o corpo
Como se um fosse o do outro
Me deixa louco
quinta-feira, 22 de julho de 2010
A Minha Morte em Preto e Branco
Hoje peço que não se importe
Hoje triste
Canto para minha morte
Que sorte
Esperar por uma revolta
Me revolta a idéia
Que um dia seria sério
O fugir desse mistério
Abro a porta vida torta
Na verdade
Não importa
Fecha porta vida calma
Meu melhor caminho?
A estrada
Bons rumos a morte me traz
Em homenagem a vida que se desfaz
Na verdade
Tanto faz
Deixo em meu nome a solidão
Que seja partilhada àqueles que a quiserem
E que alguém queira
Ou que eu a leve
terça-feira, 13 de julho de 2010
Reage poeta
Beija-flor aprisionado
Morre por não poder voar
Poeta sem sentimento
Morre por não conseguir amar
Viver assim é impossível
Os desejos se mantêm agredidos
Sorrisos, tristezas.
Poeta olha a sua vida
Essa não é a sua natureza
Dureza
Tereza
Beleza
E Creusa?
Poeta cadê sua vida
Se muda todo dia
Pra enxergar uma alegria
Cadê seus sonhos
Cadê suas experiências
Suas explosões, corrosões, reduções e oxidações
Sublima poeta
A vida é uma guerra
Reage poeta
Volta pra tua selva
Morre por não poder voar
Poeta sem sentimento
Morre por não conseguir amar
Viver assim é impossível
Os desejos se mantêm agredidos
Sorrisos, tristezas.
Poeta olha a sua vida
Essa não é a sua natureza
Dureza
Tereza
Beleza
E Creusa?
Poeta cadê sua vida
Se muda todo dia
Pra enxergar uma alegria
Cadê seus sonhos
Cadê suas experiências
Suas explosões, corrosões, reduções e oxidações
Sublima poeta
A vida é uma guerra
Reage poeta
Volta pra tua selva
Morte do Poeta
Para me sentir feliz, poeta
Tem que sofrer
Para me pedir pra existir, poeta
Tem que sofrer
Quero a angustia das tuas palavras
A agonia do seu desespero
Se te encanta, poeta
Morra enquanto sua dor te espanca
Se não se manca, poeta
Puxe a pedra pra esconder sua dança
Se é pra fazer sofrer que seja com gosto
Se for pra você viver, poeta
Que seja no desgosto
Brilho nos olhos, sorriso no rosto
Nasceu assim, poeta
Pau podre crescido torto
Poeta pede tua morte
Talvez ela lhe reserve mais sorte
Se não é para sofrer
Então prefira não viver
Morre poeta
Que sua dor se consuma na terra
Tem que sofrer
Para me pedir pra existir, poeta
Tem que sofrer
Quero a angustia das tuas palavras
A agonia do seu desespero
Se te encanta, poeta
Morra enquanto sua dor te espanca
Se não se manca, poeta
Puxe a pedra pra esconder sua dança
Se é pra fazer sofrer que seja com gosto
Se for pra você viver, poeta
Que seja no desgosto
Brilho nos olhos, sorriso no rosto
Nasceu assim, poeta
Pau podre crescido torto
Poeta pede tua morte
Talvez ela lhe reserve mais sorte
Se não é para sofrer
Então prefira não viver
Morre poeta
Que sua dor se consuma na terra
segunda-feira, 14 de junho de 2010
A oratória que eu não li...
Bom, peço desculpas por não postar um poema hoje como de costume, mas a um tempo atrás Janaildes lá do senai me pediu que escrevesse um texto para a oratória da formatura, como nao pude ir ao ensaio geral não pude ler no dia da formatura. é uma pena pois mesmo quando eu leio me emociono... (eu me acho!) bom, é comprido mas é gostoso (silvio nao estou falando de vc! heheheheh). boa leitura! e por Deus!!! COMENTEM!
No ano de 2003 ingressamos no SESI, muitos de nós não sabíamos nem mesmo o que estávamos fazendo ali, e se não fosse a sensibilidade das nossas guerreiras mães provavelmente nem mesmo teríamos feito a prova. A primeira etapa de uma historia de vitórias havia sido ultrapassada, e não há como dizer que foi uma prova fácil, o que já nos tornou de fato vencedores. A partir daí foram dois anos e meio aprendendo um monte de coisas que não tínhamos a menor idéia de onde iríamos usar, por vezes fazendo pouco caso do conhecimento que nos estavam sendo fornecido, e às vezes conhecendo o fantástico efeito da recuperação.
Basicamente, a nossa historia no SESI pode ser resumida da seguinte forma (para alguns), 1º ano estávamos com todo gás, estudando com vontade! No 2º ano passamos a direcionar o nosso potencial para o curso de Cabeamento estruturado/ Redes ou Manutenção em Microcomputadores, Já no 3º ano... Já não agüentávamos mais a sala de aula (com o famoso CHA, que passa longe de ser a competência, habilidade e atitude, mas sim o velho chá de cadeira) e queríamos mesmo era chegar o dia da escolha do curso e inicio das aulas no SENAI, ou seja, 100% de atenção a qualquer coisa, menos ao SESI. A final estávamos a um passo da sonhada transcendência! (lembra daquela historia da recuperação?).
Após a escolha do curso pudemos ver que nem tudo é como a gente quer, mas que às vezes nós nem mesmo sabemos o que queremos e certas decepções acabam por ser providenciais em nossas vidas. A escolha do curso marcava a passagem para uma nova fase das nossas vidas, a partir desse momento passaríamos cerca de dois anos sentindo falta do que deixamos de aprender no SESI (lembra do que eu falei sobre recuperação?) e entendendo que o conhecimento fornecido realmente tinha uma aplicação. Nem todos fizeram o curso que escolheram, e dentre esses nem todos gostaram do curso que fizeram, mas também tiveram aqueles que souberam aproveitar o que tinham nas mãos e fizeram o seu melhor.
Há pouco mais de dois anos estávamos entrando em um mundo de coisas muito diferentes, em um mundo onde positivamente nós perdemos a nossa identidade, a final quem de nós não foi apresentado pelos pais como sendo “o meu filho do SENAI” e se sentiu extremamente orgulhoso pelo comentário? Como podíamos imaginar que entrar em um mundo tão diferente poderia fazer de nós pessoas adultas com um entendimento de universo muito maior do que quando entramos. Em nossa trajetória não aprendemos apenas os aspectos técnicos, mas também os valores morais que carregaremos por toda a nossa vida, o senso de união que foi tão importante para atingirmos a nossa vitória e principalmente a trabalhar a nossa força de vontade.
Mas nem tudo nesse lindo mundo foram flores. Quantos de nós tivemos que escolher entre comer e ir ao curso, quantos de nós saímos de casa apenas com o dinheiro de transporte de ida e as voltas deixávamos nas mãos de Deus. Quantos de nós ouvimos coisas como: “esse curso não vai lhe dar dinheiro” “você só me dá despesas” “ melhor que vá arrumar um emprego” e a pior de todas coisas “você não vai conseguir” “você não é capaz”. O que as pessoas não contavam era que estavam falando com jovens que não vieram ao mundo a passeio, mas que estão aqui para lutar pelo seu lugar, que realmente entendia o valor do que lhe estava sendo oferecido e sabiam que provavelmente era a sua única chance de conseguir uma colocação no mercado e poder melhorar a sua condição de vida, a vida de suas famílias. E hoje nós podemos gritar em bom tom para essas pessoas que nos desacreditaram NÓS AINDA ESTAMOS AQUI.
Alguns de nós quando entrou no SENAI encontrava-se em situação de risco social e hoje já estão em processo de ascensão social, e que mesmo ainda fazendo estágio já possui a maior renda de sua casa. O que teria sido de nós se não estivéssemos aqui? E o que aconteceria se tivéssemos ouvido aqueles que nos colocaram pra baixo, que nos desestimularam?
Nós nos dispusemos a todo tipo de prova que cruzou nossos caminhos, enfrentamos aluas em dois turnos e ainda conseguíamos tempo para estudar a noite, noite que por sinal para alguns só começava às 20h, pois o tempo gasto em transporte do SENAI até chegar a casa podia oscilar bastante (que a paralela engarrafada não se ofenda). Dormir às 2h e acordar às 5h, mas não se assustem sabíamos compensar muito bem as horas não dormidas, a final quase três horas dentro de um ônibus dá até para sonhar (nos meus, Bernoulli esteve muito presente).
Festas? Sim fui a todas, desde que o tema fosse processos industriais, instrumentação, tratamento de água e efluentes, destilação...
Sim companheiros, nós nos privamos por vezes ate mesmo da nossa vida social, e isso acontecia com tanta freqüência que em algum momento chegamos a sentir saudade de nossos pais mesmo morando na mesma casa, há vizinhos que pensaram que eu tinha viajado e outros pensaram que eu estava preso. Isso é sacrifício (do latim 'sacrificium: sacer = sagrado + facere = fazer') por isso esse momento é tão importante, porque o nosso sacrifício tornou essa jornada sagrada em nossas vidas.
Se hoje nos perguntarem: o que você irá contar para os seus netos? Será que teríamos o que dizer? Será que hoje já possuímos uma historia de vida? Será que valeu a pena? E o que será que virá...?
No decorrer do curso descobrimos mais uma coisa fundamental para um bom viver, a auto-afirmação. E ao concluir o curso percebemos que temos uma profissão e que o já batido “serviços gerais” não constará em nossos currículos, pois hoje somos Técnicos em nossas áreas de atuação, possuímos um diploma! E não pensemos que por isso ganhamos nossa identidade novamente, pois hoje eu sou apresentado por meus pais como: “esse é meu filho da Petrobrás” (ao menos houve uma evolução).
O destino pode ser algum lugar muito mais próximo do que esperamos por isso, meus amigos, não vamos esperar as voltas do mundo para descobrir que o tempo passou e nós já estamos velhos de espírito, não vamos deixar nossa identidade congelada em “esse é meu filho técnico em...”. Vamos transcender para uma nova identidade, tendo sempre em mente que o ser humano é o limite das suas possibilidades, ou seja, somos nós o maior limite que temos que ultrapassar. O que desejo hoje a todos é que conservem o espírito jovem que usaram para chegar até aqui e o utilizem para atingir suas novas possibilidades e vitórias cada vez maiores.
Dou então meus parabéns a esse exercito de vitoriosos.
Albérico Queiroz
No ano de 2003 ingressamos no SESI, muitos de nós não sabíamos nem mesmo o que estávamos fazendo ali, e se não fosse a sensibilidade das nossas guerreiras mães provavelmente nem mesmo teríamos feito a prova. A primeira etapa de uma historia de vitórias havia sido ultrapassada, e não há como dizer que foi uma prova fácil, o que já nos tornou de fato vencedores. A partir daí foram dois anos e meio aprendendo um monte de coisas que não tínhamos a menor idéia de onde iríamos usar, por vezes fazendo pouco caso do conhecimento que nos estavam sendo fornecido, e às vezes conhecendo o fantástico efeito da recuperação.
Basicamente, a nossa historia no SESI pode ser resumida da seguinte forma (para alguns), 1º ano estávamos com todo gás, estudando com vontade! No 2º ano passamos a direcionar o nosso potencial para o curso de Cabeamento estruturado/ Redes ou Manutenção em Microcomputadores, Já no 3º ano... Já não agüentávamos mais a sala de aula (com o famoso CHA, que passa longe de ser a competência, habilidade e atitude, mas sim o velho chá de cadeira) e queríamos mesmo era chegar o dia da escolha do curso e inicio das aulas no SENAI, ou seja, 100% de atenção a qualquer coisa, menos ao SESI. A final estávamos a um passo da sonhada transcendência! (lembra daquela historia da recuperação?).
Após a escolha do curso pudemos ver que nem tudo é como a gente quer, mas que às vezes nós nem mesmo sabemos o que queremos e certas decepções acabam por ser providenciais em nossas vidas. A escolha do curso marcava a passagem para uma nova fase das nossas vidas, a partir desse momento passaríamos cerca de dois anos sentindo falta do que deixamos de aprender no SESI (lembra do que eu falei sobre recuperação?) e entendendo que o conhecimento fornecido realmente tinha uma aplicação. Nem todos fizeram o curso que escolheram, e dentre esses nem todos gostaram do curso que fizeram, mas também tiveram aqueles que souberam aproveitar o que tinham nas mãos e fizeram o seu melhor.
Há pouco mais de dois anos estávamos entrando em um mundo de coisas muito diferentes, em um mundo onde positivamente nós perdemos a nossa identidade, a final quem de nós não foi apresentado pelos pais como sendo “o meu filho do SENAI” e se sentiu extremamente orgulhoso pelo comentário? Como podíamos imaginar que entrar em um mundo tão diferente poderia fazer de nós pessoas adultas com um entendimento de universo muito maior do que quando entramos. Em nossa trajetória não aprendemos apenas os aspectos técnicos, mas também os valores morais que carregaremos por toda a nossa vida, o senso de união que foi tão importante para atingirmos a nossa vitória e principalmente a trabalhar a nossa força de vontade.
Mas nem tudo nesse lindo mundo foram flores. Quantos de nós tivemos que escolher entre comer e ir ao curso, quantos de nós saímos de casa apenas com o dinheiro de transporte de ida e as voltas deixávamos nas mãos de Deus. Quantos de nós ouvimos coisas como: “esse curso não vai lhe dar dinheiro” “você só me dá despesas” “ melhor que vá arrumar um emprego” e a pior de todas coisas “você não vai conseguir” “você não é capaz”. O que as pessoas não contavam era que estavam falando com jovens que não vieram ao mundo a passeio, mas que estão aqui para lutar pelo seu lugar, que realmente entendia o valor do que lhe estava sendo oferecido e sabiam que provavelmente era a sua única chance de conseguir uma colocação no mercado e poder melhorar a sua condição de vida, a vida de suas famílias. E hoje nós podemos gritar em bom tom para essas pessoas que nos desacreditaram NÓS AINDA ESTAMOS AQUI.
Alguns de nós quando entrou no SENAI encontrava-se em situação de risco social e hoje já estão em processo de ascensão social, e que mesmo ainda fazendo estágio já possui a maior renda de sua casa. O que teria sido de nós se não estivéssemos aqui? E o que aconteceria se tivéssemos ouvido aqueles que nos colocaram pra baixo, que nos desestimularam?
Nós nos dispusemos a todo tipo de prova que cruzou nossos caminhos, enfrentamos aluas em dois turnos e ainda conseguíamos tempo para estudar a noite, noite que por sinal para alguns só começava às 20h, pois o tempo gasto em transporte do SENAI até chegar a casa podia oscilar bastante (que a paralela engarrafada não se ofenda). Dormir às 2h e acordar às 5h, mas não se assustem sabíamos compensar muito bem as horas não dormidas, a final quase três horas dentro de um ônibus dá até para sonhar (nos meus, Bernoulli esteve muito presente).
Festas? Sim fui a todas, desde que o tema fosse processos industriais, instrumentação, tratamento de água e efluentes, destilação...
Sim companheiros, nós nos privamos por vezes ate mesmo da nossa vida social, e isso acontecia com tanta freqüência que em algum momento chegamos a sentir saudade de nossos pais mesmo morando na mesma casa, há vizinhos que pensaram que eu tinha viajado e outros pensaram que eu estava preso. Isso é sacrifício (do latim 'sacrificium: sacer = sagrado + facere = fazer') por isso esse momento é tão importante, porque o nosso sacrifício tornou essa jornada sagrada em nossas vidas.
Se hoje nos perguntarem: o que você irá contar para os seus netos? Será que teríamos o que dizer? Será que hoje já possuímos uma historia de vida? Será que valeu a pena? E o que será que virá...?
No decorrer do curso descobrimos mais uma coisa fundamental para um bom viver, a auto-afirmação. E ao concluir o curso percebemos que temos uma profissão e que o já batido “serviços gerais” não constará em nossos currículos, pois hoje somos Técnicos em nossas áreas de atuação, possuímos um diploma! E não pensemos que por isso ganhamos nossa identidade novamente, pois hoje eu sou apresentado por meus pais como: “esse é meu filho da Petrobrás” (ao menos houve uma evolução).
O destino pode ser algum lugar muito mais próximo do que esperamos por isso, meus amigos, não vamos esperar as voltas do mundo para descobrir que o tempo passou e nós já estamos velhos de espírito, não vamos deixar nossa identidade congelada em “esse é meu filho técnico em...”. Vamos transcender para uma nova identidade, tendo sempre em mente que o ser humano é o limite das suas possibilidades, ou seja, somos nós o maior limite que temos que ultrapassar. O que desejo hoje a todos é que conservem o espírito jovem que usaram para chegar até aqui e o utilizem para atingir suas novas possibilidades e vitórias cada vez maiores.
Dou então meus parabéns a esse exercito de vitoriosos.
Albérico Queiroz
quinta-feira, 27 de maio de 2010
De tempos em tempos
Águas e mais águas
De tempos em tempos
Eu vejo enxurradas
Que me lavam a cara
Que me tiram a magoa
Que me acalma que me acalma
De tempos em tempos
Eu vejo a beleza
Nas coisas mais simples
No vento que bate
No sol da tarde
No pensar
De tempos em tempos
Perco-me no tempo
Olhando meu presente
Sonhando meu futuro
Inventando meu próprio mundo
De tempos em tempos
Eu fico contente
Feliz por não ser perene
Variar é poder avaliar
De tempos em tempos
Eu vejo enxurradas
Que me lavam a cara
Que me tiram a magoa
Que me acalma que me acalma
De tempos em tempos
Eu vejo a beleza
Nas coisas mais simples
No vento que bate
No sol da tarde
No pensar
De tempos em tempos
Perco-me no tempo
Olhando meu presente
Sonhando meu futuro
Inventando meu próprio mundo
De tempos em tempos
Eu fico contente
Feliz por não ser perene
Variar é poder avaliar
sábado, 1 de maio de 2010
Coração descarado
Meu coração descarado
Faz charme, se esconde
Fica calado
Te espera brotar primavera
Nas tuas flores em tua janela
Passarinho safado vive a te espiar
Abre os olhos meu botão
Minha rosa em sua mão
Seu perfume a exalar
Meu coração descarado
Se esconde ao seu lado
Pra te ver despertar
Ao chegar da primavera
Minha linda cinderela
Traz as flores pra me encantar
Canta seus versos que eu me encanto
E fico no canto
Coração descarado a te observar
Faz charme, se esconde
Fica calado
Te espera brotar primavera
Nas tuas flores em tua janela
Passarinho safado vive a te espiar
Abre os olhos meu botão
Minha rosa em sua mão
Seu perfume a exalar
Meu coração descarado
Se esconde ao seu lado
Pra te ver despertar
Ao chegar da primavera
Minha linda cinderela
Traz as flores pra me encantar
Canta seus versos que eu me encanto
E fico no canto
Coração descarado a te observar
Mais uma vez
Mais uma vez
Nada mudou
Me confio em meus instintos
E guardo tudo o que falou
Nem sei porque
Eu quis tentar
A historia acabou
Mas insistiu em continuar
Se já passou
Deixa pra lá
Aconteceu foi muito lindo
Mas vai ter que acabar
E acabou
Mais uma vez
Nada mudou
Parecia que daria
Mas você não encontrou
Meu amor
O abandono desse sonho
Foi você quem procurou
Não me diga mais
O que eu devo fazer
Você já não é parte minha
E o meu mundo desabou
Sem você
Mais uma vez
Nada mudou
Sinto seu cheiro do meu lado
E viajo no que passou
Foi tão bom
Mas vai ter que acabar
E acabou
Nada mudou
Me confio em meus instintos
E guardo tudo o que falou
Nem sei porque
Eu quis tentar
A historia acabou
Mas insistiu em continuar
Se já passou
Deixa pra lá
Aconteceu foi muito lindo
Mas vai ter que acabar
E acabou
Mais uma vez
Nada mudou
Parecia que daria
Mas você não encontrou
Meu amor
O abandono desse sonho
Foi você quem procurou
Não me diga mais
O que eu devo fazer
Você já não é parte minha
E o meu mundo desabou
Sem você
Mais uma vez
Nada mudou
Sinto seu cheiro do meu lado
E viajo no que passou
Foi tão bom
Mas vai ter que acabar
E acabou
Desejos Agredidos
Agredimos nossos desejos
Nos sentimos ofendidos
Encontramos a tristeza
No sorriso de um menino
Somos seres lastimáveis
Pela nossa própria existência
E é nossa insistência
Que nos leva a persistência
Encontramos o futuro
Misturamos com o passado
Mostramos ser fieis
Ao nosso adversário
Não quero me machucar
Nem me sentir ofendido
Mas é que o meu desejo
Hoje está agredido
Eu preciso de consolo
De uma amostra de amor
Só quero sentir o seu cheiro
Tentar me livrar da dor
Sinto o cheiro do presente
Se transformando em passado
Sinto o fogo do futuro
Altamente congelado
Mas me deixe lembrar
Da pena que seria
Se eu cantasse a você
Uma simples melodia
Nem tudo me deixa feliz
Eu sofro também
Mas é a sua presença
Que sem querer me faz bem
Nos sentimos ofendidos
Encontramos a tristeza
No sorriso de um menino
Somos seres lastimáveis
Pela nossa própria existência
E é nossa insistência
Que nos leva a persistência
Encontramos o futuro
Misturamos com o passado
Mostramos ser fieis
Ao nosso adversário
Não quero me machucar
Nem me sentir ofendido
Mas é que o meu desejo
Hoje está agredido
Eu preciso de consolo
De uma amostra de amor
Só quero sentir o seu cheiro
Tentar me livrar da dor
Sinto o cheiro do presente
Se transformando em passado
Sinto o fogo do futuro
Altamente congelado
Mas me deixe lembrar
Da pena que seria
Se eu cantasse a você
Uma simples melodia
Nem tudo me deixa feliz
Eu sofro também
Mas é a sua presença
Que sem querer me faz bem
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